Manifestantes aproveitaram a data cívica da Independência do Brasil para pedirem o impeachment de Alexandre de Moraes e disseram "não" para a continuidade do governo Lula.
Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Renan Santos puxaram o coro dos descontentes em São Paulo. O primeiro, candidato do PL, compareceu à grande manifestação na Avenida Paulista, onde dezenas de milhares reuniram-se. O segundo, representante do Novo, também esteve lá, mas não se juntou ao grupo em torno do rival no mesmo espectro político (ambos representam a "direita"). Renan Santos, do Missão, foi ao Ibirapuera, longe da Paulista, para mostrar sua distância do bolsonarismo. Como os outros, ele exigiu o impeachment de Moraes.
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| Manifestantes voltaram a encher a Avenida Paulista (Divulgação) |
Os números, como sempre, divergem fortemente. A USP teria contado 28 mil pessoas, com margem de erro de 12%, um número significativamente maior do que o avaliado na última grande manifestação na Paulista, porém os apoiadores de Flávio Bolsonaro discordam, falando em números bem maiores.
Novamente, Silas Malafaia teria organizado o protesto, chamando Alexandre de Moraes de "ditador", ao lado de nomes como Nikolas Ferreira, Alfredo Gaspar, o governador paulista Tarcísio de Freitas, entre outros. Flávio Bolsonaro evitou, como era esperado, comentar sobre as acusações de ter procurado Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark House, apontando-o como um desestabilizador da República, ao lado de Moraes e Lula. Eles também disseram apoiar a iniciativa de André Mendonça, considerado o único ministro confiável do STF, na condução das investigações envolvendo os colegas (também Dias Toffoli é suspeito de se envolver com o Master).
Mais cedo, o presidente Lula esteve no desfile cívico em Brasília juntamente com Edson Fachin, do STF, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente, em evento esvaziado. Eles falavam em "soberania", acusando opositores de quererem uma intervenção americana nas eleições, mas não comentando as causas do descontentamento de muitos brasileiros contra os Três Poderes. Alexandre de Moraes e André Mendonça não comparecerem ao evento.
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