terça-feira, 17 de março de 2026

Breves de uma semana explosiva

1. Os caminhoneiros ameaçam paralisar o país se o governo não deter o aumento no preço do diesel, algo considerado inevitável se o preço do petróleo continuar a subir. Agora, o barril custa US$ 103. Isso faz voltar o fantasma da grande paralisação em 2018, causadora de muitos transtornos. 

Veremos isso novamente? (Reuters)

2. A causa imediata é a guerra no Oriente Médio, ainda muito longe de parar. O que resta do governo iraniano ainda mantém fechado o estreito de Ormuz, enquanto o considerado "braço direito" de Ali Khamenei, Ali Larijani, chefe da segurança do governo xiita, foi abatido num ataque de forças israelenses. 

3. A Yoki vai mudar de mãos novamente. Antes uma empresa nacional consolidada, passou para a General Mills após o terrível caso Marcos Matsunaga, e agora a empresa americana vende a marca e também a Kitano, outra ex-empresa de alimentos independente, para a 3Corações, marca cujo controle é parcialmente brasileiro, dividido com a Strauss B.V., empresa israelense, para desgosto dos antissemitas e de quem vê a guerra contra o Irã um ato de agressão. 

4. Para não variar, o Real Madrid está fazendo outra campanha sólida na Champions League, despachando o Manchester City com duas vitórias nas oitavas-de-final. A última foi no Etihad Stadium por 2 a 1, com direito a provocação da torcida local contra Vini Jr. relembrando a Bola de Ouro de Rodri, jogador dos citizens. Sempre disposto a não aceitar desaforo, o brasileiro fez o primeiro gol e comemorou com gesto de silêncio. 

5. Vini Jr. certamente jogará, mas muitos comentaristas ainda acreditam na convocação de Neymar, mesmo com uma fase bem longe do convincente. Ancelotti não se deixou dobrar pela pressão, e outros comentaristas, mais ponderados, aplaudem a postura do técnico da Seleção Brasileira. 

6. Para boa parte dos brasileiros, o futebol já não interessa. Quer saber qual será a próxima decisão de Alexandre de Moraes, e como estão as investigações sobre o Banco Master, no qual o ministro é acusado de estar envolvido até a careca. Flávio Bolsonaro diz ter conversado com ele para pedir a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, cujo estado de saúde é preocupante. Enquanto isso, o ex-presidente Michel Temer defende a atuação de Moraes no STF, assim como sua decisão de tê-lo indicado durante seu mandato, em 2017.

7. E o Lulinha? Vai depor mesmo no inquérito que apura os desvios bilionários no INSS?

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