,,, a Polícia Federal cumpriu uma decisão monocrática do relator da já conhecida nacionalmente petição 15556, André Mendonça. Essa ordem atendeu a um pedido da própria PF, que recomendava a prisão do principal implicado na referida petição, conhecida como "caso Master". Daniel Vorcaro, dono do falido banco com esse nome, foi preso.
Ele colocou várias autoridades em apuros, entre elas os ministros colegas de André Mendonça, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, este último responsável por blindar o STF para "estancar a sangria", usando um termo usado por Romero Jucá, ex-senador pelo MDB e ex-ministro, que não está envolvido neste escândalo. Mas outros congressistas se viram em apuros, e o último deles foi, ironicamente, o deputado mineiro Nikolas Ferreira (PL), que se enrolou ao explicar uma viagem no jatinho cedido por Vorcaro em 2022. Ele está em uma lista do Whatsapp do celular do banqueiro agora preso, junto com alguns nomes, como o próprio presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o anterior, Arthur Lira (PP-AL). Curiosamente, não há nomes do governo nessa lista, mas Vorcaro fez algumas reuniões fora da agenda com o presidente Lula, e teria ligações com Guido Mantega, Ricardo Lewandowski, Jacques Wagner e outros figurões.
Houve uma tentativa de prisão pela PF no final do ano passado, mas a desembargadora do TRF-1 (Tribunal Regional Federal, setor 1), Solange Salgado da Silva, mandou revogar a medida.
| Vorcaro foi preso e desta vez haverá mais pressão para ele colaborar com a Justiça (Divulgação) |
Com ele preso, há a esperança de se obter uma delação premiada por parte de Vorcaro para ele tentar sair da prisão e, ao mesmo tempo, fazer a PF trabalhar e encontrar novas provas capazes de incriminar um monte de gente, com potencial para agravar bastante a crise institucional e fazer alguns questionarem a necessidade de eleições neste ano e até clamarem por uma intervenção de Donald Trump no Brasil.
Nosso país não é o Irã e muito menos Venezuela, e é ainda é tratado pelo governo americano como um país forte e colaborativo, mas independente do pensamento de Trump ou qualquer outro líder estrangeiro, não pode mais tolerar novos atos de rapinagem. Já não bastam Mensalão e Petrolão?
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