segunda-feira, 9 de março de 2026

"Escudo das Américas"

Anteontem, chefes de governo de países importantes das Américas se reuniram com Donald Trump na Flórida e assinaram o documento para formar o "Escudo das Américas", com o intuito de fazer acordos militares para o combate às organizações criminosas, consideradas terroristas por Marco Rubio, o poderoso Secretário de Estado que também estava na reunião. 

Nota-se a presença apenas de representantes fieis ao americano, como o argentino Javier Milei, o paraguaio Santiago Peña, o equatoriano Daniel Noboa, o chileno José Antonio Katz e o salvadorenho Nayib Bukele. Não houve convite para nenhum país da América do Norte (Canadá e México), ou para certos países sul-americanos onde o tráfico é um problema sério, como Peru e Colômbia. Além da Venezuela de Delcy Rodriguez e, curiosamente, o Brasil. 

O presidente do Brasil, Lula, não está entre os líderes reunidos para formar o "Escudo das Américas" (Daniel Torok/Facebook)

Trump e Rubio citaram do país apenas as organizações criminosas a serem tratadas como terroristas: PCC e CV. O ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira foi correndo para falar com Rubio, temendo pelas consequências, como um hipotético ataque americano contra território brasileiro para caçar membros dessas facções. 

Os apoiadores de Trump (e os opositores de Lula) aproveitaram para alfinetar a relação aparentemente amistosa entre o magnata e o presidente brasileiro, e alguns até sonham em uma intervenção, algo praticamente inviável devido ao tamanho e à complexidade do Brasil, muito maior do que a Venezuela ou qualquer país americano fora os próprios Estados Unidos ou o Canadá. 

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