sexta-feira, 27 de março de 2026

Obras estão nos trilhos

Muitos projetos atrasados há anos para o transporte público estão tomando forma e alguns deles estão finalmente em operação. 

É o caso da famigerada linha 17 Ouro, o monotrilho prometido para ficar pronto até a Copa de 2014 ligando o estádio do Morumbi, agora chamado MorumBIS, ao aeroporto de Congonhas. Parte desse trajeto está para ser inaugurado, ligando não o estádio, mas a estação Morumbi, que fica bem longe mas permite a interligação com a linha 9 da CPTM, Esmeralda. Para 2028, está previsto o início da construção deste trecho para finalmente ligar os dois locais homônimos, atendendo também os bairros Panamby e Paraisópolis. 

Trem da BYD para ser usado na futura linha 17 (Divulgação/Secretaria de Comunicações do Estado de SP)

Também está praticamente operacional, embora com horário reduzido, o Aeromóvel entre o final da linha 13 da CPTM e o Terminal 3 de Cumbica. O percurso dura menos de 6 minutos entre um ponto e outro e poupa os usuários dos terríveis e irritantes congestionamentos na rodovia Hélio Smith. Este Aeromóvel deveria estar pronto em 2024, mas o mesmo problema que infestou o monotrilho de Congonhas afetou esta obra: a corrupção política, movida por fraudes nas licitações e atrasos propositais para forçar o aumento nos repasses. 

Uma das linhas mais aguardadas é a linha 6 do metrô, para ligar, inicialmente, a Brasilândia a Perdizes, passando por Freguesia do Ó e Água Branca. Para mais tarde, haverá a ligação com a Estação São Joaquim, passando pela PUC e Mackensie, assim como o bairro da Bela Vista. 

Ainda haveria uma obra para beneficiar o ABCD, mas ele se tornou um enorme e serpentiforme pepino destinado ao fracasso: a linha 18 que deveria ligar a estação Tamanduateí, na zona sul paulistana, a São Bernardo do Campo, se transformou num corredor exclusivo de ônibus elétricos. Não era isso que os moradores de São Caetano do Sul, Santo André e São Bernardo queriam. E a estação Tamanduateí se tornou apenas um ponto de passagem, pois o ponto inicial passou para o Terminal Sacomã, para uma ligação - paga - com os ônibus da SPTrans e linhas intermunicipais, no lugar de uma baldeação gratuita com o metrô. Na prática, a obra tem potencial para se tornar uma ramificação do já existente Corredor Metropolitano ABD, entre São Mateus e Jabaquara, passando por Mauá, Santo André, São Bernardo e Diadema, mas não além disso. 

Por outro lado, começa agora a série de obras para ligar cidades de diferentes regiões, começando pela linha de média velocidade entre São Paulo e Campinas. Depois, Sorocaba e São José dos Campos terão a sua vez. Não se pode esquecer a linha que irá ligar Santos e o litoral sul com o Vale do Ribeira, até Cajati, representando um estímulo ao desenvolvimento da região mais pobre do Estado de São Paulo. Mas ainda será necessário aguardar outros longos anos para tudo ficar pronto. 

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