Costuma-se mostrar a figura se Jesus Ctidto como o "Cordeiro de Deus", destinado a se sacrificar pela redenção da humanidade. Sofrendo pelas mãos dos sacerdotes judeus e dos soldados romanos, ele padeceu horrivelmente e acabou perecendo na cruz, o pior método de execução da época.
Ele, porém, ressuscitou ao terceiro dia, contando da sexta-feira da Paixão ao domingo de Páscoa, de acordo com a tradição.
Por que ainda mostram o Cristo como uma vítima e não como um vitorioso? Isso acontece principalmente entre os católicos.
Para a Igreja, Cristo é O exemplo, e todo cristão deve padecer se quiser a vida eterna (Coríntios 4; Jó) e, após a próxima vinda Dele (Apocalipse 19-22) ser considerado digno de estar em Seu reino (Apocalipse, 20).
| Cristo carregando a Cruz, uma obra-prima do mestre Aleijadinho (Divulgação) |
Para os defensores da Nova Era, Cristo é um espírito elevado, que superou a morte e agora está zelando pela Terra, a fim de garantir sua transformação na chamada "Era de Aquário", cujo começo se inicia agora. Esta visão é influenciada pelo gnosticismo dos antigos cristãos, pelo Kardecismo, pelas religiões orientais como o Budismo e mesmo o Hinduísmo, e até pelas crenças do Antigo Egito e dos celtas do norte da Europa.
Todos concordam numa coisa: Jesus vive, e irá retornar para junto da humanidade.
Logo, não parece muito lógico mostrar apenas um Cristo sofrendo e morrendo, vítimas das maldades dos homens, como se não tivesse poder para fazer milagres e vencer as forças do mal, representadas, segundo os cristãos, por Satã. Ainda mais porque ele está destinado, segundo as Escrituras, desde o Gênesis (3:15) a impor uma derrota definitiva para essas forças.
A Semana Santa é um momento propício para refletir sobre isso.
N. do A.: Este blog ainda irá escrever mais sobre a figura de Jesus, além de abordar outros temas.
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