A notícia mais inesperada do Carnaval não é o desmonte de algum boneco de Olinda ou a fantasia da rainha de bateria de alguma escola de samba se desmanchar. Está fora das ruas, do Sambódromo, dos salões dos bailes. Fora do mundo do Carnaval.
Está no mundo do esporte, na Itália.
A última postagem mostrou o conflito entre dois representantes desses mundos, quando o Atlético-MG, o Galo, foi aos tribunais contra o uso do "Galo Folia" pelo Galo da Madrugada. Mas neste caso não houve conflito. Apenas uma disputa pela audiência.
Lucas Pinheiro Braathen disputou a prova de slalom gigante no esqui na neve e completou duas descidas, levando 1min11s na primeira e 1min14s na segunda tentativa, somando 2min25s. Com isso, ele conseguiu ficar à frente dos adversários, incluindo o suíço Marco Odermatt, campeão da prova em 2022. O brasileiro nascido em Oslo, na Noruega, ganhou a primeira medalha na história dos Jogos de Inverno. De ouro.
É também a primeira medalha conquistada por um sul-americano.
Lucas possui vasta experiência no esqui, passando a sua vida na Europa e chegando a integrar a delegação norueguesa em 2022, mas depois de anunciar aposentadoria, resolveu voltar, integrando a equipe brasileira em 2024. Na abertura dos Jogos de Inverno, ele foi o porta-bandeira.
Ele já havia vencido algumas disputas na Copa do Mundo de esqui, mas não chegou a se destacar nos Campeonatos Mundiais. Por isso, mesmo entre os fãs do esporte ou aqueles que acompanhavam a trajetória de Pinheiro Braathen, houve expectativa. E o resultado foi além do esperado.
Para a maioria dos brasileiros, não tão familiarizada com os Jogos de Inverno, a inédita medalha de ouro foi algo inesperado, e os portais de notícias colocaram a vitória olímpica em destaque.
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