Em épocas passadas, antes dos anos 1960, quando Jânio Quadros, então presidente do Brasil, proibiu, a rinha de galos era popular. Verdadeira mistura de jogo de apostas e maus tratos a animais, lucrando às custas de mortes dos perdedores e sérios ferimentos nos vencedores. No entanto, uma lei definitiva só veio em 1998, com a lei 9605/98, para enterrar esse costume.
Neste ano, por causa do uso do termo "Galo Folia", o tradicional Galo da Madrugada no Recife teve problemas com a Justiça. Não tem nada a ver com rinhas, e sim com o Atlético-MG, o igualmente tradicional time mineiro de futebol. A intenção do bloco de Carnaval era justamente aplicar o termo para as atividades esportivas, motivo pelo qual o time de Belo Horizonte resolveu brigar na Justiça desde 2012.
Contudo, houve a intervenção do juíz, ou melhor, da juíza Quézia Sílvia Reis, da Nona Vara Federal, que deu vitória ao Galo da Madrugada, não vendo razão para o Atlético-MG estender a disputa, por se tratar de associações totalmente diversas, envolvendo duas paixões brasileiras, segundo o senso comum: uma representa o Carnaval, e outra, o futebol.
| O Galo mineiro e o Galo da Madrugada se engalfinharam nos tribunais (Globo Esporte) |
Este não é o fim definitivo da rinha, porque o Galo mineiro anunciou recursos, e lutará até a última instância. Isso chegará ao nosso querido e excelentíssimo STF?
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