terça-feira, 14 de julho de 2026

O mundo vai piorar e muito

Sim, o mundo irá piorar, querendo a humanidade ou não. E será um impulso para um processo de mudanças dramáticas, até a estabilização a médio prazo. 

Teremos que nos adaptar às mudanças, e para isso precisamos tomar o controle do que for possível, não delegando nossas responsabilidades a mais ninguém, seja ele o governo, a IA ou mesmo aos entes queridos. Muito provavelmente isso significa se desligar da Internet, das redes sociais, das bets e todas as fontes de dopamina existentes, e tomar atitudes com base na realidade e nos fatos. 

Busque fontes de informação para praticar algum método eficaz de sobreviver a um cenário difícil. Considere qualquer evento, até um apagão global ou um risco de ataque motivado por criminosos ou terroristas. Use as ferramentas disponíveis, com as quais você tiver mais familiaridade. Isso muitas vezes é melhor do que comprar kits prontos de sobrevivência. E vá se acostumando a obter as informações fora da Internet, porque ela pode ser uma das primeiras a colapsar numa crise global. Caso houver alguém com maior conhecimento de sobrevivência em ambiente adverso, siga as instruções dele sem hesitação. 

Não descarte a possibilidade de uma escassez generalizada de suprimentos. Água e alimentos não perecíveis, mais fáceis de preparar, são necessários até certo ponto, e muitas vezes haverá a necessidade de se deslocar para locais mais seguros, levando só o possível como carga. Atenção às rotas de fuga, fluxo de multidões, obstáculos no caminho escolhido, meios para se orientar. Caso a fuga não for possível, saber gerar e usar o fogo ou distribuir os suprimentos é tão importante quanto a defesa do local contra invasores. 

Há dicas de especialistas em sobrevivência para informações mais detalhadas. 


N. do A.: O Oriente Médio está se tornando a cada dia um problema do mundo inteiro, com os ataques dos terroristas houthis contra posições militares e aeroportos na Arábia Saudita, e em resposta o aeroporto de San'a, a capital do Iêmen, foi atacada. Há a ameaça de fechar o Bab el-Mandeb, o estreito entre o Mar Vermelho e o Golfo de Aden, entre o Iêmen, na Ásia, e o Djibuti, na África. Isso estrangula as rotas entre a Europa e regiões como a Ásia, a África Oriental e a Oceania. O estreito de Ormuz continua em perigo, e agora o presidente americano Donald Trump ameaça tomar o lugar do que resta da tirania xiita do Irã no papel de cobrança dos navios que precisam usar o local. Tanto um quanto outro lembram os antigos corsários dos séculos XVI ao XVIII, mas o presidente Lula só apontou um dos lados - o americano - quando se referiu à "pirataria", E o regime iraniano não vai resistir em atacar Israel, sujeitando-se a um novo ataque contra seus membros, ou até a uma incursão terrestre, cuja execução é tecnicamente difícil mas possível, mas com remotas chances de sucesso devido à imensidão do Irã e seu relevo montanhoso. Seriam necessários milhares ou até milhões de soldados, e o número de baixas pode ser terrivelmente alto, sem falar nos ataques terroristas ou o alastramento do conflito até uma guerra mundial com direito a uso de artefatos capazes de fazer aqueles usados em 1945 parecerem brinquedos. O Afeganistão, vizinho bem menor e menos populoso, teve uma experiência parecida e tanto a Rússia quanto o Ocidente nada conseguiram nele, a não ser criar as condições para um regime jihadista sunita oprimindo um povo mergulhado na miséria e na ignorância. 

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