sábado, 18 de julho de 2026

Batalhas que parecem a quebra da Matrix

Existiram confrontos tão estranhos que pareceram uma pane na Matrix, o tal sistema de controle da humanidade como se toda a História fosse um amontoado de simulações. Enquanto as disputas oscilavam entre a mera formalidade para ver quem parecia ter razão até verdadeiras batalhas épicas para serem mitificadas e mistificadas com o tempo, virando assunto de livro escolar, algumas dessas contendas fugiram totalmente do roteiro. 

Assim, tivemos na Áustria uma batalha onde soldados bêbados se confundiram e atiraram uns nos outros em 1788, durante a guerra contra os turcos. Na Idade Média, houve uma guerra entre Modena e Bologna motivada por causa de um balde. Até na longínqua Austrália, em 1932, os soldados tiveram uma batalha bizarra contra... emus, aquelas aves gigantes não voadoras parecidas com avestruzes - e os militares perderam porque os animais escapavam dos tiros e deram um baile nos atacantes. 

E houve em Miami uma disputa de terceiro lugar numa Copa do Mundo que poderia ser uma chatice e acabou sendo uma quebra de paradigmas, com os franceses tomando quatro gols no primeiro tempo, dois deles de Saka. Depois, houve a reação, com Mbappé fazendo dois gols e conseguindo a artilharia do torneio. Mas ele não conseguiu transformar o esculacho numa virada improvável. O 4 a 0 virou 4 a 3. Houve uma cobrança de pênalti feita por Saka, e o jogo voltou a ficar nos pés dos ingleses. Nos acréscimos, Dembelé fez um, e Bellingtam respondeu para encerrar a folia. O jogo terminou 6 a 4 e divertiu todo mundo. Não foi uma vingança pela derrota na Guerra dos Cem Anos (1337-1450), mas será lembrada também por muito tempo. 

Saka fez seu hat-trick e fez a Inglaterra ganhar da milenar rival França numa batalha alucinante sem armas e com uma bola (Roberto Schmidt/AFP)

Assim, o time francês, outrora favorito ao título, terminou sua jornada de forma tão espetacular quanto grotesca, e ainda não terá Didier Deschamps como técnico. Quem também foi derrotado de forma fragorosa foram os críticos da existência de uma disputa pelo terceiro lugar numa Copa. 

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