terça-feira, 12 de maio de 2026

Fim da taxa das blusinhas

O presidente Lula assinou uma MP revogando a "taxa das blusinhas". A malfadada taxa de 20% sobre o preço dos produtos já majorado com o ICMS (imposto estadual que permanece) vai acabar. 

Calma: possivelmente ela retornará, caso houver suficiente pressão do varejo brasileiro em 2027, independente do governo eleito. Lula quer agradar a quem faz compras miúdas nos sites chineses. Com a taxação extra, houve queda nas vendas, apesar da arrecadação extra de R$ 9 bilhões entre agosto de 2024 e abril deste ano. 

O governo culpa o Congresso e os lojistas já estabelecidos. Eles citaram novamente o "velho da Havan", apoiador de Jair Bolsonaro, por pressionar o Legislativo a regulamentar a cobrança. Não falaram sobre a sua parte do negócio. Fernando Haddad, então ministro da Fazenda, defendeu a taxação, e Lula sancionou. 

Agora, quem precisava adquirir produtos de pequeno valor na China, principalmente aqueles difíceis de serem encontrados aqui, vai voltar a pagar menos, continuando a sofrer em caso de defeito de fabricação, pois quase tudo é na base do "wô jiùshi baozheng" (ou, como se diz em Ciudad del Este, para onde iam os brasileiros em busca de produtos baratos vindos do exterior, La garantia soy yo). Não podem simplesmente devolver aos fabricantes  chineses para trocarem suas mercadorias defeituosas, e muitas vezes não conseguem ressarcimento por parte das plataformas que intermedeiam as compras e as vendas. Mas quem compra por aqui, pagando muito mais, também sofre quando precisa acionar a garantia, em tese existente, ou tenta acionar o Código de Defesa do Consumidor, e também acaba no  desamparo. 

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