quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A Fifa decidiu

Em uma disputa polêmica, motivada pela escolha de sedes para duas copas, algo nunca visto antes, os países mobilizaram pessoas, celebridades, autoridades e até chefes de Estado e de governo para trazerem o principal torneio internacional de futebol para seus territórios. 

Não deixaram de faltar acusações, algumas delas bastante sérias, a respeito de compra de votos e tentativas de favorecimento de determinada candidatura, inclusive com polpudas somas de dinheiro. Mais uma vez a CBF foi envolvida nas acusações, e nada se provou contra ela.

A FIFA iniciou investigações e, após a conclusão destas, decidiu que não havia nada a ser feito, pois não havia provas concludentes de compra de votos, suborno, extorsão ou algo assim (mas as suspeitas e o mal estar permanecem). Ontem e hoje, a entidade máxima do futebol avaliou os seguintes candidatos às copas: 

2018: Inglaterra, Espanha/Portugal, Holanda/Bélgica, Rússia. 

2022: Austrália, Qatar, EUA, Coréia do Sul, Japão. 

E os vencedores foram anunciados: quem ficou com a copa de 2018 foi a Rússia. O Qatar, país árabe da Ásia Ocidental, sediará a Copa de 2022. 


 O presidente da Fifa, Joseph Blatter, anuncia os ganhadores (fonte: Folha.com)


Os jornais dos países vencedores comemoraram. Já a repercussão entre os perdedores foi bastante ruim, como é compreensível. Afinal, como já foi afirmado neste post, celebridades e autoridades, e até o primeiro-ministro britânico, empenharam-se na disputa.  

Rússia e Qatar chamaram a atenção não só pelo ineditismo, pois jamais sediaram o grande torneio de futebol internacional antes, mas por seus governos terem um apreço bem peculiar a temas como democracia e direitos humanos, temas não tratados por entidades esportivas supranacionais como a Fifa.


 O líder de facto da Rússia, primeiro-ministro Vladimir Putin, e o soberano do Qatar, Sheikh Hamad bin Khalifa Al Thani, homens que detêm o poder nos países vencedores

Nada é capaz de garantir que Rússia e Qatar venham a ser governados por eles, considerados por amantes da democracia como tiranos impiedosos. Muito menos que esses dois países venham a conhecer as liberdades conquistadas no Ocidente. Mas todos torcem pelo sucesso das futuras Copas sediadas nesses dois países, isso se a humanidade sobreviver até lá. Potencial para organizar de forma competente o maior evento do futebol internacional, eles mostraram que têm.

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