sexta-feira, 19 de julho de 2013

Megavírus encontrados no Chile

Biólogos encontraram em águas chilenas um vírus gigante chamado Pandoravirus salinus, maior do que algumas bactérias - mede mais de 1 mícron de comprimento, ou um milésimo de milímetro, enquanto os vírus comuns como os da gripe possuem dimensões cerca de 10 vezes menores do que isso, ou seja, cerca de 0,1 mícron. Seu genoma, ou seja, o conjunto de genes que caracterizam uma espécie viva, é também muito mais complexo do que o dos vírus "normais".

Isto não vive em Brasília e nem suga gente (Foto:  Chantal Abergel/Jean-Michel Claverie)

Sabe-se que os vírus não podem viver sem um hospedeiro, ou seja, uma célula de outro ser. São parasitas obrigatórios e sugam sua vítima até a morte desta. A célula morta libera vários vírus que se instalam em outras. 

Muitos vírus podem parasitar vários tipos de células. Não é o caso da Pandoravirus, que vive à custa de amebas, aqueles seres gelatinosos e unicelulares estudados nas aulas do ensino médio. A infeliz ameba libera poucas centenas desses vírus enormes ao morrer (*). Normalmente, uma célula infectada libera milhares de novos vírus (**). 

Estes novos vírus são um desafio e tanto para os biólogos, dispostos a decifrar a complexidade de seu genoma. Pode ser que renda muitas dores de cabeça, assim como nos estudiosos de outros parasitas que, ao contrário deste megavírus, são responsáveis por doenças e morte nos seres humanos.


(*) http://www.ciencia-online.net/2013/07/descobertos-os-maiores-virus-de-sempre.html
(**) http://science.howstuffworks.com/life/cellular-microscopic/virus-human3.htm

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