segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Intolerância dos que exigem tolerância

Comportaram-se mal alguns gaiatos que hostilizaram o pastor Marco Feliciano, o famigerado presidente da Comissão de Direitos Humanos, num vôo entre Brasília e São Paulo. 

Eles cantaram "Robocop Gay", o sucesso dos Mamonas Assassinas, grupo inesquecível dos anos 90. Chegaram a tocar em Feliciano de forma acintosa, como se ele fosse um velho conhecido deles. 

O pastor não prestou queixa e se limitou a reclamar no Facebook sobre o comportamento dos manifestantes: "alguns gays" que "querem respeito, mas não respeitam". Já os intérpretes dos Mamonas disseram ser "heterossexuais e pais de família". 

Manifestantes mostraram falta de coerência ao agredir Feliciano. Eles cobram tolerância, mas agiram de forma intolerante, o que enfraquece e desmoraliza seus argumentos. Mal comparando, parece ser o caso do sujeito que reclama do trabalho feito pelos garis enquanto joga papel no chão.

Querem tirar o pastor de seu cargo na base do achicalhe. Somente a Comissão dos Direitos Humanos, por força da lei, pode tirar Feliciano de um lugar onde ele nunca deveria estar, se quer mostrar sua relevância para o Brasil, que ainda engatinha na questão do respeito à dignidade dos cidadãos. Feliciano, apesar de sua histrionice e idéias estapafúrdias, também é um cidadão.

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