Este blog vai terminar a série com alguns dispositivos que ainda não foram abordados: o chamado "módulo isolador" e o "condicionador de energia". Esses aparelhos são utilizados em casos específicos.
O "modulo isolador" é nada mais do que um estabilizador com transformadores isolados e/ou disjuntores, simulando uma espécie de "terra" para residências sem aterramento. Infelizmente, além dessa solução ser meramente local, ela apresenta problemas para armazenar o excesso de carga, sobrecarregando os capacitores do circuito, podendo ter uma baixa vida útil para locais com qualidade ruim da energia elétrica. Ou seja, é um paliativo.
Dois tipos de "modulos isoladores", fabricados pela Microsol |
O "condicionador de energia" ou "de potência" apresenta uma solução semelhante à dos nobreaks do tipo on-line, abordados AQUI, convertendo a corrente alternada em corrente contínua, corrigindo o fator de potência, e depois reconvertendo em corrente alternada, livre de distorções, ruídos e transientes. A diferença entre os condicionadores de energia e os nobreaks on-line é a ausência de baterias, e portanto não oferece energia extra em caso de interrupção. Condicionadores de energia são usados em casas com home theaters de alta potência, pois aparelhos eletrônicos de áudio são sensíveis à qualidade da energia da rede. Também funcionam melhor se o sistema elétrico da residência já tiver aterramento.
O "condicionador de energia" geralmente tem várias entradas de três pinos para os aparelhos eletrônicos |
Como se pôde constatar, os aparelhos abordados na série são úteis até certo ponto para melhorar a qualidade (questionável) da energia fornecida no Brasil, mas o aterramento é uma solução melhor, se for feito dentro das normas previstas na NBR 5410, que regulamenta as instalações elétricas de baixa tensão.
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