sábado, 28 de fevereiro de 2026

Quem será o próximo a cair?

As forças americanas capturaram o ditador venezuelano Nicolas Maduro no início de janeiro e, em fevereiro, mostraram seu poder contra a tirania xiita que oprimia o Irã desde a deposição de uma monarquia corrupta liderada pelo xá Reza Pahlevi em 1979. 

O governo fundamentalista islâmico insistia em desenvolver seu programa nuclear sob o pretexto de não ficar tão dependente do petróleo, sua maior fonte de divisas, mas a finalidade era mesmo a obtenção de armas nucleares, para incrementar o seu já temível arsenal. Isso ficou demonstrado pelas próprias atitudes do governo teocrático, enquanto o povo era sufocado, alijado de qualquer direito fundamental e sujeito a prisões arbitrárias. 

Ninguém pôde desprezar o poder de reação dos comandantes da República Islâmica, pois eles atacaram Israel quando alvos estratégicos iranianos foram atingidos, inclusive a residência do líder supremo, Ali Khamenei. Segundo fontes de informação israelenses, e de acordo com o próprio presidente americano, o velho e doente, mas ainda perigoso, ditador de 86 anos foi atingido pelos ataques e morreu. O mesmo aconteceu com outras lideranças. 

O governo do Irã e seu líder supremo, Ali Khamenei, foram os alvos do ataque dos EUA e de Israel (Reprodução/TV Record)



Mesmo assim, o Irã ainda lançou ataques contra bases militares dos Estados Unidos no Bahrein, no Catar, na Arábia Saudita, no Kuwait, além de lançar mísseis contra os Emirados Árabes Unidos, a Jordânia e a Síria. Ainda conseguiu fechar totalmente o estreito de Ormuz, para impedir o escoamento de petróleo de todos os países do Golfo Pérsico. 

Os ataques estratégicos dos EUA e Israel continuarão enquanto o Irã demonstrar capacidade de resistênncia, e isso pode levar dias ou até semanas. A participação do povo iraniano poderia abreviar a luta caso a Guarda Revolucionária esteja suficientemente enfraquecida. Somente depois do fim das contendas, será possível colocar em prática um regime mais democrático, embora a História mostre vários casos de títeres a fingir governar após países sofrerem intervenção externa. 

Quanto ao grande aliado de ocasião do Irã, a Rússia, ela se limitou a fazer críticas severas à Israel e aos EUA, sem tomar medidas efetivas, pois ainda está em guerra com a Ucrânia. Ainda poderá ter influência no processo de transição, assim como a Turquia, que também quer afirmar seu poderio na Ásia Ocidental. 

Enquanto isso, Cuba, com sua economia falida e seu povo faminto e desesperado após o fracasso da política castrista, pode vir a ser o próximo país a sentir o porrete de Trump. Outras nações poderiam vir a ser alvos em um futuro próximo, mas países muito grandes e suficientemente organizados, apesar de mal governados de acordo com os críticos, estão totalmente fora de cogitação. Poderiam no máximo ser enfraquecidos por meio de retaliações comerciais, tentativas de asfixia econômica ou neutralização de seus aliados. Este seria o caso da China, eleito como o nêmesis da América. 

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