terça-feira, 14 de abril de 2026

Israel e Líbano se reúnem

Com a presença do secretário de Estado americano Marco Rúbio, os representantes de Israel e Líbano se reuniram pela primeira vez desde 1993, em Washington, a capital dos Estados Unidos. 

Marco Rubio (ao centro) se disse otimista com a reunião entre os representantes de Israel (dir.) e Líbano (esq.) (Andrew Harnik/Getty Images)

Isso tem a ver com o enfraquecimento do Irã e de seus acólitos, como o Hizbollah, que está entranhado na política libanesa e, segundo americanos e israelenses, faz o governo libanês de refém, aproveitando sua impotência e fragilidade para atacar o Estado hebreu há décadas. Por conta das ações terroristas do Hizbollah e das atuações das forças de Israel, o Líbano se transformou em ruínas. Com os ataques ao Irã, os grupos fundamentalistas foram seriamente atingidos, possibilitando tomadas mais firmes de decisão por parte do governo libanês. 

Ainda resta vencer a forte influência do Hizbollah entre os mais pobres e marginalizados do Líbano, e fazer o grupo deixar de ser uma ameaça armada. Isso só vai acontecer com o tempo, com novas negociações entre Tel Aviv e Beirute, e mudanças no regime iraniano. 


N. do A.: Trump deu prosseguimento ao cerco em Ormuz e continuou a usar o seu very big stick para atacar inclusive o papa Leão XIV, seu conterrâneo, chamando-o de "fraco" e "péssimo" na política internacional. Também aproveitou para dar suas bordoadas no governo italiano, criticando Georgia Meloni, até então considerada aliada de Trump, por sua falta de ação na crise mundial desencadeada pelo conflito. Esss rusgas têm deixado a chamada "esquerda política" e boa parte da mídia interessada. Meloni é acusada pela oposição de "neofascismo" e fazer uma política hostil à imigração na Europa, e pelos críticos mais à "direita" de ser anti-Israel (mais precisamente, anti-Netanyahu), alinhando-se, neste ponto, com a França. 

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