Depois de muitos combates onde parece não haver trégua, com a teimosa resistência da Guarda Revolucionária do Irã, o governo de facto do país e cujos membros são acusados de propagar métodos terroristas contra todo o mundo, visando dobrar os "infieis" (leia-se todos que não forem xiitas) e tentar destruir Israel, parecia haver um impasse, com uma possível escalada do conflito.
Um dos países ainda aliados do Irã, o vizinho Paquistão, lançou nova proposta de cessar-fogo, aceita pelo presidente americano Donald Trump, e pelos representantes do governo iraniano, vistos como meros instrumentos para o regime totalitário fundamentalista ganhar tempo enquanto a infraestrutura do Irã ameaçava ser posta abaixo pelos bombardeios de Israel e dos Estados Unidos.
Depois de um discurso aterrorizante de Trump, mais para a opinião pública mundial do que para a Guarda Revolucionária, ameaçando acabar com "uma civilização" e fazer os iranianos "voltarem à Idade da Pedra", houve novamente uma distensão. O prazo para o Irã liberar o estreito de Ormuz acabou agora, mas a proposta de cessar fogo veio, e Trump deu mais duas semanas. Para muitos, parece uma prova da insanidade mental de ambos os contendores, com motivações muito diferentes: um quer ser o salvador da civilização, usando métodos truculentos e heterodoxos, e outro quer destruí-la por ser corrupta, sacrílega e ainda ter matado o líder supremo deles, representante de Deus na Terra.
Nestas duas semanas, ninguém habituado a usar mais o cérebro do que o cerebelo acredita numa paz de verdade. Os combates continuarão, mas não na intensidade prometida caso o estreito de Ormuz não deixe de o um verdadeiro gargalo de navios à mercê dos ataques iranianos. E o regime anteriormente dos aiatolás está perdendo rapidamente todos os recursos para financiar a guerra, pois houve ataques às usinas petroquímicas para processamento de ácido nítrico, matéria-prima para bombas, e a ilha de Kharg foi atacada novamente, com promessa de ser tomada pelas forças americanas e israelenses.
Trump recua após nova ameaça de "acabar com a civilização iraniana" ( © ANSA/EPA) |
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