O regime iraniano está condenado a perecer. Trump havia se recusado a estender o cessar-fogo, mas voltou a afrouxar a corda nas últimas cordas. Isso não é um recuo definitivo. Ele pretende acabar com o serviço, mandando um recado para os inimigos da América. Donald Trump deixou clara a sua intenção de matar três coelhos com um só golpe do seu big stick: destruir o maior sustentáculo do terrorismo contra o maior aliado na Ásia Ocidental (Israel), impor limites à influência da Rússia na região e, principalmente, prejudicar economicamente o maior inimigo econômico dos Estados Unidos - a China. Tanto Putin quanto Xi Jinping estão por trás dos aiatolás e da Guarda Revolucionária, embora não tivessem participado diretamente do conflito.
Essa iniciativa de estender o prazo para dar ao Irã uma oportunidade de elaborar um plano de cessar fogo não parece sensata, principalmente aos olhos de Tel Aviv, mas possivelmente um ataque maciço dos Estados Unidos gastaria muitos recursos, como munição, combustível e os caríssimos mísseis e equipamentos de controle. Os americanos pretendem ainda usar seu arsenal contra Cuba, o próximo alvo dos americanos, e também contra a China no caso de um ataque a Taiwan.
Certamente o resto do regime iraniano vai tentar se rearmar e preparar seus mísseis, mas conforme o tempo passa eles mostram mais divisões e desunião, e isso será usado pelos atacantes contra eles. Existe a possibilidade de um ataque desesperado, mas a resposta será um contra-ataque intensivo a curto prazo, capaz de afetar boa parte da infraestrutura e da energia do país asiático.
Os americanos não pretendem ficar muito tempo. Depois vão para Cuba, onde a ditadura local não oporá tanta resistência. No caso da China, a situação é bem mais complicada, pois isso envolveria duas das três maiores forças militares do mundo, mas há indícios segundo os quais Taiwan pode sofrer uma tentativa de invasão a qualquer momento.
Israel ainda pode continuar o conflito, mas suas forças também temem por uma guerra muito longa. Eles ainda acham que, após a queda do Irã, os países árabes podem vir a se tornar uma ameaça, principalmente os mais aguerridos, como a Síria. A Turquia e a Rússia também inspiram, no mínimo, cautela, pois estão próximos demais, possuem exércitos muito fortes e suas relações com o Estado hebreu não são boas, principalmente com o governo de Netanyahu.
Mesmo assim, o estado deixado pelos bombardeios e as pesadas baixas no governo iraniano, incluindo o aiatolá Ali Khamenei e vários de seus colaboradores, facilita a destruição do regime. Pode haver um período de anarquia, pois os Estados Unidos não estão dispostos a colocar automaticamente o Reza Pahlavi, filho do xá deposto em 1979, avaliando que ele não tem tanta força assim para unificar e pacificar o país.
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