quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A epidemia das greves

Estamos assistindo impotentes a mais uma temporada de greves.

Não se pode questionar o direito a fazer manifestações por melhores salários e condições de trabalho. Porém, há limites que precisam ser respeitados, em nome da democracia. Esses limites definem até onde grupos devem ir, para não prejudicaram a maioria da sociedade. 

Bancários e funcionários dos Correios realmente não são privilegiados. Seus salários realmente são inferiores aos ideais. Estão, contudo, num país onde poucos privilegiados ganham o que merecem. E eles estão bem longe de serem os mais prejudicados pela situação econômica atual. Possuem maior poder de organização e sindicatos mais representativos do que a maioria dos trabalhadores, portanto têm maior facilidade de fazer greves.

Acontece que sem eles os brasileiros ficam prejudicados. Muitos dependem dos bancários para pagarem suas contas, e ainda não aprenderam a usar os caixas eletrônicos. A maior parte não conta com serviços bancários on-line pelo fato de não terem Internet em casa. Para piorar, algumas agências fecharam a tal ponto que nem os caixas eletrônicos podem ser usados!

Quanto aos funcionários dos correios, eles são fundamentais para milhões de encomendas, cartas, recibos, remédios, serem entregues.

Mais uma vez, o governo e os donos de bancos não se esforçam para fazer os grevistas voltarem ao trabalho. Ainda não há sequer uma contraproposta. Enquanto isso, os manifestantes começam a tomar as ruas. Em São Paulo, atrapalharam o trânsito na Av. Paulista.

O direito da maioria não pode ser agredido dessa forma, por causa de uma minoria. Os outros brasileiros não são contra o aumento de salário para carteiros e bancários, mas eles querem de volta o direito de receber as encomendas dentro do prazo, retirar o salário depositado nos bancos pelos empregadores, pagar suas contas em dia sem o risco de serem penalizados com multas. Quando mais cedo os grevistas voltaram ao trabalho, menos prejuízos trarão à sociedade. Quanto ao governo, é bom começar a agir, pois as acusações de só favorecer banqueiros, corruptos, funcionários fantasmas e/ou comissionados, "companheiros" e aliados de ocasião, não param de surgir. Por fim, a imagem dos banqueiros com a greve fica ainda pior, devido aos conhecidos problemas de atendimento enquanto eles obtém lucros recordes.

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