A desnacionalização da indústria brasileira está em curso com a compra da CCE pela gigante chinesa Lenovo, segunda fabricante mundial de computadores (desktops, notebooks, netbooks, ultrabooks).
Criada em 1964, pelo grupo Digibrás, a CCE carregava o estigma de, numa época onde importar era extremamente difícil, oferecer produtos de qualidade duvidosa a preços menores que os concorrentes, como a Gradiente e a Polyvox. Ficou conhecida pelos apelidos maldosos que aproveitavam as letras da marca:
"Comprou, Consertou, Estragou"
"Comecei Comprando Errado"
"Comprei Coisa Estragada"
E mesmo com a melhoria na qualidade dos produtos, a partir da década de 1990, o que se pode constatar na diminuição do número de queixas contra a marca, a fama continuou. A CCE continuava a fabricar produtos mais baratos, mas as falhas eram mais de acabamento do que de funcionamento. Até recentemente, o forte da marca eram os aparelhos de som, hoje em decadência no mercado brasileiro. Ultimamente, seu forte estava nas vendas de notebooks, apesar de vender também televisores LCD e LED.
Com a aquisição, feita hoje por R$ 300 milhões, um negócio da China (a favor dos chineses...), encerra-se a história de uma das mais conhecidas empresas brasileiras. Resta saber se a Lenovo irá fazer os brasileiros esquecerem a má fama da CCE, ou confirmá-la, o que não seria nada bom para a imagem da marca, bem conceituada no mundo todo.

ano 2026, nenhum comentário... mas, me vejo na obrigação de eu, estrangeiro, falar da marca... se passaram uns 15 anos da compra do meu notebook CCE, mas sabe-se, as coisas vão ficando obsoletas, mais ainda computador... após ele, comprei um Avell (também brasileiro)... parou por defeito após uns 5 anos... comprei um Dell agora (1 ano de uso)... mas parou por defeito... sem garantia após 12 meses... e... adivinha qual ainda continua funcionando e me salvou??? Sim... ele!... o incrível CCE!!! mais resistente que um tanque de guerra, atualizei sistema operativo (pois windows 7 hoje é obsoleto), instalei um linux mint... funciona que é uma beleza... se algum dia inventarem a máquina do tempo, voltem atrás e consertem essa injustiça, pois é uma marca extraordinaria... longa vida à CCE!
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