quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Cabeça inchada

Alguns produtos podem causar alergias em contato com a pele, e por isso é sempre recomendável testá-los antes. 

Segundo uma história bizarra, um jovem de Göteborg, na Suécia, não tomou esse cuidado e se deu mal. Muito mal. Passou uma tintura no cabelo, ficou com a cabeça literalmente inchada e acabou parando no hospital, na semana passada. 

Sua amiga Stina Jörnvik postou as fotos dele mostrando a situação tragicômica. 

A cabeça de um sueco "azarado" teria ficado inchada após tingir o cabelo. Isso faz pensar em algumas outras coisas (Stina Jörnvik/Twitter)

Estranhamente, o nome do rapaz não foi citado, e ainda mais estranho é notar a fisionomia dele, muito bem disposta, apesar de tudo isso. Parece ser um indício de uma fake news, pois existem pessoas muito hábeis em manipular fotos e dar-lhes aparências irreais. Não se descarta a possibilidade de tudo não passar de uma brincadeira. Que tintura para cabelo seria tão peculiar a ponto de causar esse fenômeno único? Por que logo na Suécia, um país isolado com um idioma estranho até para os vizinhos da Noruega e da Finlândia, quanto mais para quem só conhece os idiomas mais comuns: inglês, espanhol, francês, chinês, português?

A conta no twitter de Stina, aliás, mostra outras fotos estranhas, reforçando a tese da brincadeira. 

Fake ou não, este caso lembra a situação de muita gente depois do domingo passado. Poderia parecer: 

a. Um eleitor de Bolsonaro frustrado porque o seu candidato não venceu no primeiro turno e, por isso, está com ódio dos esquerdistas e "cagões" que votaram com medo do "mito".

b. Um eleitor do Haddad frustrado pelo mesmo motivo e, por isso, não vai ver seu ídolo Lula solto no ano que vem para dar conselhos ao presidente eleito.

c. Um eleitor sem paciência para tanto candidato ruim, corrupto e incompetente, ficando como se fosse o sueco depois de saber que muitos deles foram eleitos. 

d. Um "isentão" que não aguenta as brigas entre os "bolsominions" e os "pães com mortadela" e imagina essa briga se estender até o dia 28.

e. Um político citado na Lava Jato e não eleito, após inchar a cabeça de tanto pensar em como se virar sem o foro privilegiado. 

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Resultados da eleição - Parte 2 - Os elementos do Congresso

Tanto Bolsonaro como Haddad precisam contar com o apoio dos senadores e deputados eleitos pelos brasileiros, para compor o Congresso Nacional. Os congressistas terão que formular as leis e julgar as decisões do Planalto, assim como defender os interesses de seus Estados.

Alexandre Frota vai se juntar ao Tiririca e representar São Paulo sob a cúpula convexa. Ele se defendeu dos detratores, falando que o Congresso "só tem pu(...)a" e ele seria apenas "mais um". 


Em São Paulo, Eduardo Suplicy (PT) ficou de fora da corrida pelo Senado, e será uma perda muito sentida para Fernando Haddad. Quem ganhou as duas vagas foi o Major Olímpio (PSL), aliado de Bolsonaro, e a tucana Mara Gabrilli (PSDB). O outro tucano, Roberto Trípoli (PSDB), também ficou de fora, e isso mostra o enfraquecimento dos tucanos até mesmo em São Paulo. Entre os deputados federais, temos vários policiais, como a soldado Katia Sastre (PR), aquela mesma que matou um assaltante para defender alunos de uma escola, e elementos da chamada "direita política", como o ativista Kim Kataguiri (DEM), o pastor Marco Feliciano (Podemos) e, principalmente, Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do Jair, além de três deputados do jovem partido NOVO. Não faltam tipos excêntricos, como o Tiririca (PR) e o ator pornô Alexandre Frota (PSL), um paradoxo ambulante por defender valores conservadores e ter participado de filmes gays.


Eduardo Bolsonaro - PSL - 8,74% - 1.843.735 
Joice Hasselmann - PSL - 5,11% - 1.078.666 
Celso Russomanno - PRB - 2,47% - 521.728 
Kim Kataguiri - DEM - 2,21% - 465.310 
Tiririca - PR - 2,15% - 453.855 
Tabata Amaral - PDT - 1,25% - 264.450 
Policial Katia Sastre - PR - 1,25% - 264.013 
Sâmia Bomfim - PSOL - 1,18% - 249.887 
Capitão Augusto - PR - 1,15% - 242.327 
Pastor Marco Feliciano - PODE - 1,14% - 239.784 
Baleia Rossi - MDB - 1,01% - 214.042 
Vinicius Poit - NOVO - 0,98% - 207.118 
Luiza Erundina - PSOL - 0,84% - 176.883 
Renata Abreu - PODE - 0,76% - 161.239 
Rui Falcão - PT - 0,75% - 158.389 
Alexandre Frota - PSL - 0,74% - 155.522 
Ivan Valente - PSOL - 0,74% - 155.334 
Marcos Pereira - PRB - 0,66% - 139.165 
Carlos Zarattini - PT - 0,65% - 137.909 
Marco Bertaiolli - PSD - 0,65% - 137.628 
Marcio Alvino - PR - 0,64% - 135.844 
Guilherme Mussi - PP - 0,64% - 134.301 
Arnaldo Jardim - PPS - 0,63% - 132.363 
Alex Manente - PPS - 0,60% - 127.366 
Bruna Furlan - PSDB - 0,60% - 126.847 
Carlos Sampaio - PSDB - 0,60% - 125.666 
Nilto Tatto - PT - 0,59% - 124.281 
Ricardo Izar - PP - 0,58% - 121.869 
Vitor Lippi PSDB - 0,57% - 120.529 
Tenente Derrite - PP - 0,56% - 119.034 
Cezinha de Madureira - PSD - 0,56% - 119.024 
Fausto Pinato - PP - 0,56% - 118.684 
Luiz Philippe O. Bragança PSL - 0,56% - 118.457 
Alexandre Leite DEM - 0,55% - 116.416 
Paulo Freire Costa PR - 0,52% - 109.461 
Enrico Misasi PV - 0,51% - 108.038 
Rosana Valle PSB - 0,50% - 106.100 
Samuel Moreira PSDB - 0,49% - 103.215 
Vanderlei Macris PSDB - 0,49% - 102.708 
Rodrigo Agostinho PSB - 0,47% - 100.179 
Jefferson Campos PSB - 0,47% - 99.974 
David Soares DEM - 0,47% - 99.865 
Coronel Tadeu PSL - 0,47% - 98.373 
Vinicius Carvalho PRB - 0,46% - 97.862 
Eduardo Cury PSDB - 0,45% - 94.282 
Miguel Lombardi PR - 0,44% - 93.093 
Eli Corrêa Filho DEM - 0,44% - 92.257 
Gilberto Nascimento PSC - 0,44% - 91.797 
Geninho Zuliani DEM - 0,42% - 89.378 
Alexandre Padilha PT - 0,42% - 87.576 
Arlindo Chinaglia PT - 0,41% - 87.449 
Professor Luiz Flavio Gomes PSB - 0,41% - 86.433 
Roberto Alves PRB - 0,39% - 82.097 
Junior Bozzella PSL - 0,37% - 78.712 
Paulo Teixeira PT - 0,37% - 78.512 
Milton Vieira PRB - 0,37% - 77.413 
Carla Zambelli PSL - 0,36% - 76.306 
Paulinho da Força SD - 0,36% - 75.613 
Luiz Carlos Motta PR - 0,36% - 75.218 
General Peternelli PSL - 0,35% - 74.190 
Maria Rosas PRB - 0,34% - 71.745 
Vicentinho PT - 0,33% - 70.645 
Abou Anni PSL - 0,33% - 69.256 
Alencar Santana - PT - 0,32% - 67.892 
Orlando Silva PC do B - 0,31% - 64.822 
Adriana Ventura NOVO - 0,30% - 64.341 
Roberto de Lucena PODE - 0,27% - 56.033 
Herculano Passos MDB - 0,24% - 49.653 
Alexis NOVO - 0,21% - 45.298 
Guiga Peixoto PSL - 0,15% - 31.718

Nos outros estados, o destaque fica para Minas Gerais, a terra de Dilma e Aécio. A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) tentou a vaga para o Senado, mas se deu muito mal. Dois novos senadores podem complicar as coisas para Haddad, por serem contrários ao PT: Rodrigo Pacheco (DEM) e Carlos Viana (PHS). Entre os deputados, uma má surpresa para quem defende a ética na política: Aécio Neves (PSDB), ex-candidato à Presidência em 2014 e réu por corrupção, conseguiu a vaga.

Celebridades e sub-celebridades como o namorado de Fátima Bernardes Túlio Gadelha (PDT) conseguiram um lugar no Congresso. Outros mais experientes (a exemplo do Tiririca) continuarão lá: é o caso de Bebeto (Podemos), o "chorão" da campanha do tetracampeonato. Jorge Kajuru (PRP), locutor esportivo, vai ter espaço sob a cúpula côncava, como representante de Goiás.

O Distrito Federal terá como representante a ex-jogadora de vôlei Leila (PSB), junto com o desconhecido (fora de Brasília) Izalci (PSDB). Os dois tiraram a vaga de Cristovam Buarque (PPS), que ficou no Congresso por 16 anos.

Muitos se preocuparam pois 91% dos investigados pela Lava Jato estavam tentando se reeleger, mas boa parte deles ficaram pelo caminho. É o caso de Romero Jucá (MDB), derrotado em Roraima e possivelmente alvo da Força Tarefa no ano que vem. Eunício Oliveira (MDB), atual presidente do Congresso, vai ficar sem vaga em 2019. Outros, como Edison Lobão (MDB), Jorge Viana (PT), Lindbergh Farias (PT), Marconi Perillo (PSDB), Lúcio Vieira Lima (MDB), Heráclito Fortes (DEM), João Carlos Aleluia (DEM), Yeda Crusius (PSDB) e outros, fracassaram em tentar continuar com o foro especial por prerrogativa de função, que os tornariam virtualmente protegidos de Sérgio Moro, Marcelo Bretas e outros juízes temíveis.

Além de Aécio, Gleisi Hoffmann (PT), Jader Barbalho (MDB), Ciro Nogueira (PP) e o "rei" de Alagoas Renan Calheiros (MDB) tiveram melhor sorte e vão continuar a dar as cartas no Legislativo. Não terão a mesma facilidade, devido à bancada eleita por conta da "Lava Jato", ainda mais se eles mostrarem habilidade e capacidade de negociação política.  

Resultados da eleição - Parte 3 - Segundo turno para governadores (e quem se destaca nos outros Estados)

Entre os Estados, muitos deles não conseguiram escapar de ver, também, um segundo turno. Nem São Paulo, que elegeu nomes tucanos sem precisar desse recurso. 

A corrida pelo governo de São Paulo ficou muito dividida, entre João Dória, representante do PSDB, Paulo Skaf (MDB), presidente da Fiesp, e Márcio França (PSB), o governador que tenta a reeleição após ocupar a vaga deixada por Geraldo Alckmin.

João Dória quer o governo paulista, e para isso enfrentará o atual ocupante, Márcio França, que conseguiu dar uma "rasteira" em Paulo Skaf nas urnas. 

Dória foi rejeitado até por tradicionais eleitores dos tucanos, por ter abandonado a Prefeitura de São Paulo para tentar a vaga como governador. O que ele queria mesmo era a Presidência, mas precisou ceder em favor de Alckmin. Não teve uma campanha tranquila, e mesmo ganhando mais votos do que seus concorrentes, e mesmo levando mais do que Alckmin teve em todo o Brasil (6,4 milhões de votos, contra 5,1 milhões do ex-governador), vai precisar suar novamente na campanha. 

Seu oponente, contrariando as pesquisas, é Márcio França, o atual governador. Ele soube usar a máquina do governo e apareceu na inauguração de algumas obras, todas iniciadas na gestão de Alckmin. Recebeu 21,53% dos votos, contra 31,77% faturados por Dória. E a diferença entre os votos do pessebista e de Skaf foi irrisória: 89 mil votos. 

Por pouco, Paulo Skaf não foi para o segundo turno, após a campanha toda apontado como o virtual concorrente do tucano. Pesou contra ele ser representante do MDB, uma sigla malvista por muitos paulistas (é o mesmo partido do presidente Temer) e não contar com a máquina estatal, como Márcio França. Skaf foi o idealizador dos famigerados patos infláveis amarelos, símbolos da luta pelo impeachment de Dilma. Por isso, ele foi tachado de "golpista" por gente que não quis considerar o fato do impeachment ser um instrumento legal para punir maus governantes, como a ex-presidente. 

Luís Marinho (PT) pagou o preço de fazer uma campanha explicitamente ligada a Lula e não a Haddad. Ficou com 12,66%. 

O major Costa e Silva (DC), pouco conhecido, ficou com 3,69%, enquanto Rogério Chequer (Novo), ganhou 3,32%. Chequer é representante de uma sigla praticamente recém-fundada, mas foi relativamente bem votado. Rodrigo Tavares (PRTB) recebeu 3,21%. Só esses três representantes da "direita" receberam mais de 10% dos votos e atrapalharam Dória, visto como oportunista, "fujão" (por causa da Prefeitura paulistana) e "centrista".

A professora Lisete até que não foi tão mal para alguém do PSOL, com 2,51%. Outros candidatos receberam pouquíssimos votos, como o professor Cláudio Fernando do PMN (0,14%) e o representante socialista Toninho Ferreira (0,08%); outros dois foram impugnados: Marcelo Cândido (PDT) e Lílian Miranda (PCO). 

Em outros Estados, metade deles (13) conseguiu se "livrar" do segundo turno: 

- AC: Gladson Cameli (PP), com 53,71% dos votos;
- AL: Renan Filho (MDB), com 77,30%; 
- BA: Rui Costa (PT), com 75,50%; 
- CE: Camilo (PT), com 79,96%; 
- ES: Renato Casagrande (PSB), com 55,49%;
- GO: Ronaldo Caiado (DEM), com 59,73%; 
- MA: Flávio Dino (PCdoB), com 59,29%; 
- MT: Mauro Mendes (DEM), com 58,69%; 
- PB: João Azevedo (PSB), com 58,18%;
- PE: Paulo Câmara (PSB), com 50,70%;
- PI: Wellington Dias (PT), com 55,65%;
- PR: Carlos Massa "Ratinho" Jr. (PSD), com 59,99%;
- TO: Mauro Carlessi (PHS), com 57,39%.

Chama a atenção para esta lista o nome de Renan Filho, da dinastia Calheiros. Seu pai também se elegeu senador, como foi visto na postagem anterior. Não tão chamativo é o nome de Ratinho Jr., filho do apresentador do SBT. Ronaldo Caiado, ex-presidenciável em 1989, foi eleito governador de Goiás, e, no Maranhão, a família Sarney comprova sua decadência ao fracassar contra Flávio Dino. Aliás, no Nordeste, não faltam nomes de "esquerda", e três governadores são do PT, demonstrando a força de Lula naquela região.

Os demais 13 Estados e o Distrito Federal ainda vão disputar o segundo turno. No Rio de Janeiro, a "zebra" William Witzel (PSC) conseguiu superar Romário (Podemos) e vai disputar com Eduardo Paes (DEM) em um duelo de "direita", num Estado que já foi um dos refúgios dos socialistas. Em Minas Gerais, destaque para Romeu Zema, único representante do "partido NOVO" no Executivo, contra o ex-governador Antônio Anastasia (PSDB). O MDB, tirando o caso de Renan Filho em Alagoas, só tem esperança de emplacar alguém no Rio Grande do Sul, com Ivo Sartori, no Pará, com Helder Barbalho, e Ibaneis, no DF. É um golpe duro para o ex-maior partido político do Brasil. 

Resultados da eleição - Parte 4 - Deputados estaduais

Por fim, temos os deputados estaduais, membros das Câmaras e encarregados de criar e revogar as leis para cada Estado da nossa "federação" (excessivamente centralizada e hierarquizada para ser considerada dessa forma). 

Enganam-se aqueles que veem nos deputados estaduais políticos mais inofensivos, podendo escolher qualquer um. Se eles não trabalham direito, a qualidade administrativa dos Estados fica arruinada. 

Em São Paulo, o destaque ficou mesmo para a advogada Janaína Paschoal, a "dama" do impeachment. Advogada e filiada do PSL, ela ganhou mais de dois milhões de votos. Conseguiu mais votos do que muito presidenciável ao longo de todo o País, embora obviamente deputados tanto estaduais quanto federais só recebam votos em seus Estados de origem. Muitos lamentam pela equipe de Jair Bolsonaro não tê-la aceito como vice. Talvez seria mais fácil a eleição já no primeiro turno, e não haveria problemas com o general Mourão. 

Janaína Paschoal foi a autora do pedido de impeachment contra Dilma Rousseff, em 2015


A lista possui muitos militares, policiais, nomes estranhos, como Arthur "Mamãe Falei" e também defensores do PT e do socialismo em geral, para mostrar que São Paulo não é um reduto de "direitistas".

Arthur Mamãe Falei DEM
Carlos Giannazi PSOL
Coronel Telhada PP
Gil Diniz PSL
Daniel José NOVO
Jorge Wilson Xerife Consumidor PRB
Caio França PSB
Delegado Olim PP
Monica Da Bancada Ativista PSOL
Edmir Chedid DEM
Major Mecca PSL
Heni Ozi Cukier NOVO
André Do Prado PR
Alex De Madureira PSD
Professor Kenny PP
Marta Costa PSD
Conte Lopes PP
Campos Machado PTB
Carlos Cezar PSB
Cauê Macris PSDB
Reinaldo Alguz PV
Analice Fernandes PSDB
Bruno Ganem PODE
Milton Leite Filho DEM
Delegado Bruno Lima PSL
Fernando Cury PPS
Daniel Soares DEM
Barba PT
Carla Morando PSDB
Rogério Nogueira DEM
Barros Munhoz PSB
Professora Bebel PT
Rodrigo Gambale PSL
Enio Tatto PT
Altair Moraes PRB
Luiz Fernando PT
Cezar PSDB
Edna Macedo PRB
Caruso MDB
Gilmaci Santos PRB
Itamar Borges MDB
Marcos Damasio PR
Rafa Zimbaldi PSB
Paulo Fiorilo PT
Wellington Moura PRB
Dalben PR
Jose Americo PT
Ricardo Madalena PR
Léo Oliveira MDB
Rodrigo Moraes DEM
Sebastião Santos PRB
Douglas Garcia PSL
Maurici PT
Carlão Pignatari PSDB
Thiago Auricchio PR
Rafael Silva PSB
Maria Lúcia Amary PSDB
Roque Barbiere - Roquinho PTB
Roberto Engler PSB
Marcos Zerbini PSDB
Emidio De Souza PT
Mauro Bragato PSDB
Vinicius Camarinha PSB
Leci Brandão PC DO B
Marcia Lia PT
Roberto Morais PPS
Delegada Graciela PR
Dr. Jorge Do Carmo PT
Ed Thomas PSB
Leticia Aguiar PSL
Estevam Galvão DEM
Ataide Teruel PODE
Érica Malunguinho Da Silva PSOL
Valeria Bolsonaro PSL
Isa Penna PSOL
Alexandre Pereira SOLIDARIEDADE
Paulo Correa Jr PATRI
Dra.Damaris Moura PHS
Tenente Nascimento PSL
Marcio Da Farmacia PODE
Aprígio PODE
Adriana Borgo PROS
Marina Helou REDE
Agente Federal Danilo Balas PSL
Marcio Nakashima PDT
Castelo Branco PSL
Sargento Neri AVANTE
Sergio Victor NOVO
Ricardo Mellao NOVO
Adalberto Freitas PSL
Frederico D'avila PSL
Tenente Coimbra PSL
Coronel Nishikawa PSL
Janaina Paschoal PSL


Nos outros Estados, houve uma multiplicação de deputados ligados a Jair Bolsonaro e aumento de eleitos opositores intransigentes da antiga ordem vigente entre 2003 e 2016, como os representantes do jovem partido NOVO. Só no Rio de Janeiro, foram 13 membros do PSL, em um Estado sempre visto como "esquerdista". Um deles foi o mais votado do Estado: Rodrigo Amorim, flagrado posando com uma placa de rua destruída homenageando Marielle Franco, num gesto imbecil e sectário. Leci Brandão (PCdoB), ligada ao Carnaval, se destaca entre os integrantes da "esquerda" na Alerj. Fora ela, não há nenhuma celebridade eleita como deputado estadual no país.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Resultados da eleição - Parte 1 - Segundo turno presidencial

Desta vez, este blog vai dividir a postagem em quatro: eleições para presidente, governador, senadores e deputados federais, e deputados estaduais. 

Primeiro, a eleição presidencial. 

Bolsonaro e Haddad vão para o segundo turno em eleição radicalizada (Fábio Wilson Dias/Ag. Brasil e Cláudio Kbene, pelo blog Poder 360)

Jair Bolsonaro (PSL) não conseguiu seu objetivo de ser eleito já no primeiro turno, mas ficou muito próximo disso: 46,0%, ou mais de 49 milhões de votantes. É um resultado digno de nota, se considerarmos a repercussão nas redes sociais (muita) e o tempo oferecido a ele na televisão (pouquíssimo). Bolsonaro conseguiu quebrar a antiga polaridade PSDB-PT e, desde 1989, é o primeiro candidato considerado de "direita", rótulo dado aos defensores do liberalismo, do conservadorismo, do anarco-capitalismo, do autoritarismo (considerado de "extrema direita") e do nacionalismo (inclusive o neo-fascismo e o neo-nazismo, movimentos também de "extrema direita"). 

Fernando Haddad (PT) ainda conseguiu reunir forças apoiadoras do ex-presidente Lula, preso em Curitiba cumprindo pena por corrupção no caso do triplex em Guarujá, única das várias acusações convertida em sentença. O professor da USP e ex-prefeito de São Paulo é o representante petista, mais um desde a redemocratização, e deve ser apoiado por boa parte da chamada "esquerda", rótulo dado aos defensores do socialismo, do ambientalismo, do anarquismo conhecido como "socialismo libertário" (ou anarco-comunismo) e do totalitarismo comunista (estes dois últimos ditos de "extrema esquerda"). Haddad conseguiu 29,3% dos votos válidos, um montante a ser respeitado. 

Bolsonaro ganhou em quase todo o país, menos nos estados do Nordeste, onde Haddad foi o preferido. 

Para Bolsonaro ser derrotado, Haddad precisará consolidar seu favoritismo no Nordeste e se fortalecer nas outras regiões. Será mais fácil no Norte, onde Lula é muito popular, e muito difícil nas outras regiões, mais desenvolvidas. 

Ciro Gomes (PDT) só conseguiu 12,5%, ficando bem longe de Haddad. O ex-governador do Ceará não conquistou a confiança dos adeptos de Lula e seu temperamento bem próximo do de Bolsonaro o atrapalhou. 

Geraldo Alckmin (PSDB) amargou o quarto lugar, com mirrados 4,8%. Teve o maior tempo no horário político, graças às alianças com partidos do chamado "Centrão", quase todos da base de sustentação do atual governo. Foi muito mal visto tanto pelos defensores de Bolsonaro e da Lava Jato quanto pelos acólitos de Lula, e com seu fiasco o PSDB está ameaçado como força política. 

João Amoedo (Novo) até que não se saiu mal para um partido mal conhecido e com escasso tempo na televisão: 2,5%. Representou a chamada "direita liberal", que vê Bolsonaro como próximo demais do autoritarismo. 

Cabo Daciolo (Patriotas) se tornou uma figura folclórica da política, principalmente nos debates, e ganhou 1,3% dos votos, mais de 1 milhão. Ficou algo parecido com o falecido Dr. Enéas, mas sem nada do racionalismo pouco religioso e do intelectualismo raivoso daquele. 

Marina Silva (Rede) foi quase aniquilada e, com 1,0%, teve menos votos do que o economista Henrique Meirelles (MDB). Isso é extremamente significativo, pois Meirelles é visceralmente ligado a Temer, o presidente mais impopular desde o fim da ditadura militar. Mesmo assim, ganhou mais votos do que a ambientalista: 1,2%.

Álvaro Dias (Podemos) não convenceu ninguém com sua defesa da Lava Jato e de seu discurso em favor de Sérgio Moro. O eleitorado o viu como um oportunista e um político da velha guarda, e só lhe deu 0,8%. 

Os outros candidatos foram também castigados: Guilherme Boulos (PSOL), conhecido pelo termo "50 tons de Temer", ficou com apenas 0,6%, ou pouco mais de 600.000 votos. Vera (PSTU) só ganhou 55.000 votos em todo o país. O lendário Eymael (DC) e o filho do João Goulart mal enchem um estádio de futebol com seus eleitores. 

Ao contrário dos prognósticos feitos poucos meses atrás, o número de votos brancos e nulos não foi tão decisivo para o resultado: foram apenas 8,8% do total. 

Esses eleitores que não quiseram votar em ninguém, mais os eleitores de outros candidatos, podem ser importantes para o resultado no segundo turno, e contribuir para dar legitimidade ao vencedor dessa eleição. É preciso tomar uma posição, considerando o perfil extremista dos dois candidatos. 

Qualquer um deles, se vencer, continuará a ser execrado pela parte derrotada e mesmo por setores menos radicais, e precisará contar com o apoio do Congresso se quiser terminar o mandato. E nenhum deles poderá contar com apoio incondicional nem de seus seguidores, pois vai precisar tomar medidas impopulares para ajustar uma economia que ainda cresce muito pouco, e contrariar interesses para fazer as reformas e, também, melhorar a infraestrutura e as condições de vida do povo. 

domingo, 7 de outubro de 2018

Desfecho da eleição mais turbulenta da História

Hoje, os eleitores de todo o Brasil foram às urnas e sofreram, por exemplo, com o sistema de biometria, ainda necessitando de muitos ajustes, por causar atrasos e transtornos ao não reconhecer as impressões digitais dos eleitores. Não bastava aturar os candidatos!

Este blog escreve quando o resultado das urnas ainda está para ser definido. Na próxima postagem, um comentário sobre o resultado da eleição, incluindo governador, senador e deputados, principalmente em São Paulo, mas com observações a respeito de outros Estados. Destacarei alguns resultados, como o fato de Eduardo Suplicy (PT-SP) e Dilma Rousseff (PT-MG) serem derrotados na disputa pelas vagas do Senado e a eleição do filho do Ratinho como governador do Paraná. Porém, há muito mais a comentar. 

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Os 30 anos da Constituição


Nossa Constituição faz 30 anos, tornando-se, digamos, uma "balzaquiana", como dizem muitos em homenagem a Balzac, o escritor francês apaixonado por mulheres maduras. 

Mas não estamos a tratar de escritores estrangeiros, e sim deste escrito que garantiu o poder do povo (Artigo 1), de acordo com a noção clássica de democracia, ainda tão pouco arraigada por aqui. 

Devemos à nossa atual Carta o atual regime de liberdade para o Brasil, assegurado pelo artigo 5 do título II: a proibição da censura (inciso IX), da tortura (inciso III) e do racismo (inciso XLII), e a liberdade para opinar sobre qualquer assunto sem sofrer retaliação oficial (inciso XIX). 

Dá ao povo o poder de eleger e ser eleito, de acordo com o artigo 14 - embora ainda precisemos exercer melhor essa prerrogativa - e reforça o conceito de dignidade (artigo 1, inciso III). 

Não podemos nos esquecer dos defeitos da nossa Lei Magna: seu excesso de artigos, abordando assuntos que poderiam ser tratados com mais flexibilidade e menos espírito corporativo, como a questão dos direitos trabalhistas (Título VII) e do sistema tributário (Título VI), e também certos trechos impossíveis de serem aplicados à risca, como o direito à saúde e à educação gratuitas (artigos 196 e 205), quando a realidade brasileira é outra, bem diferente: postos de saúde entregues literalmente às moscas e ensino público cuja qualidade é tão deficiente que até é constrangedor comentar, enquanto não se sabe como arranjar o dinheiro para melhorar tudo isso. 

Daí vem a necessidade de fazer tantas emendas constitucionais, as PECs, para tornar a lei mais aplicável e menos com aspecto de obra ficcional. 

Mesmo com todos os seus defeitos e vícios de origem, devemos defender a nossa Lei dos aventureiros que querem implantar Constituintes de forma casuística, com o intuito de fazer valer uma ótica em detrimento das outras. Isso só gera ainda mais insegurança jurídica. 

Devemos sempre apontar os abusos de autoridade, a violência cometida por maus policiais, as atrocidades cometidas por nossos representantes. Tudo isso é prova de descaso com a Constituição, vilipendiada e achincalhada por maus brasileiros. Mas nada de culpar a vítima, neste caso: é a velha falta de obediência às leis, praticada por indivíduos sem noção de limites e destituídos de superego. 

Não existe lei perfeita, e nem a Constituição americana, tão louvada e com conteúdo tão objetivo e longe da prolixidade, pode ser considerada assim. Podemos criticar e lamentar a nossa Lei Magna, mas é o que temos, e só nos resta obedecer a ela. Todos, inclusive os governantes e nossos representantes dos Três Poderes. 

Assim, vamos comemorando o trigésimo aniversário desta balzaquiana!

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

O recado de Toffoli

Dias Toffoli, presidente do STF, deu um recado a quem está pretendendo rasgar a Constituição para criar uma Constituinte, seja uma "exclusiva" como o candidato Fernando Haddad (PT), seja uma feita por um conselho de notáveis, como quer o vice de Bolsonaro (PSL), gen. Hamílton Mourão (neste caso, a proposta é do vice, mas Bolsonaro, pessoalmente, nada disse de categórico a respeito). 

Segundo o chefe do Judiciário: 

“Não vejo motivo para uma Constituinte ou uma assembleia, até porque isso é querer, a cada 10, 20, 30 anos, reformar toda uma jurisprudência já formada, toda uma leitura que já existe, e formar uma nação do zero. Aí nós nunca vamos chegar a lugar algum. Se a cada período de tempo nós quisermos reconstruir o pacto nacional, nós não conseguiremos ter uma estabilidade institucional.”

Ou seja, se Haddad ou Bolsonaro quiser levar adiante um projeto estapafúrdio de mudar a Constituição ao invés de analisar as propostas de emenda (PEC) feitas pelo Legislativo a ser eleito também neste pleito, não terão respaldo do Judiciário. Os dois líderes nas pesquisas devem se preocupar mais com propostas realmente importantes para os brasileiros, não com uma medida capaz de arruinar a já frágil segurança jurídica e ameaçar a democracia no país em proveito de interesses dos partidários de um governo ainda não eleito.


N. do A.: Foi ditadura, sim, meritísismo! Quem fala em "movimento de 64" renega a História!

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Orgulho e vergonha de setembro

Este blog tem menos prazer em fazer a selagem de pessoas a cada mês, devido à dificuldade de escolher quem merece, para o bem ou para o mal. 

Entre os candidatos ao selo de "Orgulho Nacional", existem algumas pessoas que fizeram iniciativas interessantes: 

- Pesquisadores da UFSC que divulgaram, no mês passado, um método inusitado para diminuir os efeitos da quimioterapia: criando sorvete feito com azeite de oliva e proteína vegetal, elementos que minimizam as náuseas e a sensação de dificuldade para engolir típicas de pacientes submetidos a esse tratamento contra o câncer. 

- A associação sem fins lucrativos "Amigos do Bem" completou 25 anos de serviços para matricular crianças carentes no Nordeste, e organizou um show no Espaço das Américas, aqui em São Paulo; 

- Thiago Mattar Cunha, professor da USP de Ribeirão Preto, ganhou o prêmio TWAS-LACREP Young Scientist Prize 2018, destinado a jovens cientistas da América Latina e Caribe, devido às pesquisas sobre doenças inflamatórias; ele lidera um grupo de pesquisas a respeito de medicamentos contra o câncer que minimizam as respostas adversas, como dores; 

- Marta se consagrou como a maior jogadora dos últimos tempos ao ganhar o prêmio da FIFA pela sexta vez. 

Analisando os candidatos ao selo, decidiu-se que ele vai para o pesquisador Thiago Mattar Cunha pela sua pesquisa que o levou a ganhar o prêmio, oferecido pela Academia Mundial de Ciências. 

Thiago Mattar é pesquisador financiado pela FAPESP. 

Pior do que escolher o "Orgulho Nacional" é fazer algo a respeito dos candidatos ao outro selo; desta vez, apenas três se destacaram: 

- O reitor da UFRJ Roberto Leher, filiado ao PSOL, se eximiu de culpa pelo monstruoso incêndio no Museu Nacional, onde quase todo o acervo foi perdido, e responsabilizou o governo federal pela escassez de verbas para a manutenção do prédio; é verdade que a verba é uma miséria, mas não assumir sua parte da culpa e posar de vítima é uma postura longe da grandeza de um líder responsável por uma das melhores universidades do país e por um patrimônio que agora está aniquilado. 

- O general Hamilton Mourão quase colocou em perigo a campanha de Jair Bolsonaro ao aproveitar o atentado sofrido pelo candidato do PSL à Presidência e fazer declarações contrárias ao décimo terceiro salário, uma cláusula pétrea da Constituição, e, além disso, ameaçar fazer um "conselho de notáveis" para praticamente outorgar uma nova Carta, como nas ditaduras. 

- O responsável pelo atentado contra o aludido candidato, Adélio Bispo de Oliveira; o ato poderia mergulhar o Brasil numa época de fúria e violência, mas felizmente isso não ocorreu e sua vítima está para voltar ao controle de sua campanha para presidente. 

Os três merecem o selo, mas apenas um vai ganhar. Pelo ato criminoso, cujo intento de matar sua vítima foi quase bem sucedido, Adélio, que está preso mas ainda não foi sentenciado pelo crime, vai ser agraciado:

Ele não incendiou o Museu Nacional e nem é vice querendo rasgar a Constituição, mas tentou matar um candidato à Presidência!

N. do A.: Orgulhos mundiais são os ganhadores do Prêmio Nobel; hoje, foi a vez dos físicos, destacando a canadense Donna Strickland, a terceira mulher a ganhar o prêmio, e o americano Arthur Ashkin, um dos mais idosos ganhadores da História (96 anos); eles e mais o francês Gérard Mourou receberam o prêmio por seus trabalhos sobre o laser como ferramenta para diversos usos, como pinças ópticas e tratamentos médicos; ontem, imunoterapeutas ganharam o Nobel de Medicina.