quinta-feira, 10 de outubro de 2013

As premiações do Prêmio Nobel seguem em curso


A medalha do Prêmio Nobel de Química, ganha por Linus Pauling (divulgada pelo blog da Duke University)

Continuam as premiações do Prêmio Nobel, o mais famoso e importante para a ciência e o conhecimento humano. 

Segunda, dia do Nobel de medicina ou fisiologia, foram premiados James E. Rothman, de Yale; Randy W. Schekman, de Berkeley; e Thomas C. Sudhof, alemão, de Stanford. Os três pesquisaram o mecanismo de transportes de moléculas dentro das células. 

Terça, como era esperado, ganharam o Nobel de física os descobridores do bóson de Higgs, Peter Higgs, britânico da Universidade de Edinburgh, e François Englert, professor emérito da Universidade de Bruxelas. O bóson é conhecido pela mídia como "partícula de Deus". Na verdade, era a última partícula subatômica constituinte do Universo a ser descoberta.

Quarta, pelo trabalho computacional envolvendo vários fenônemos da bioquímica e da química orgânica, como a fotossíntese, foram laureados o austríaco Martin Kaplus, de Harvard, o sul-africano Michael Levitt, da universidade de Stanford, e o israelense Ariel Warshe, da universidade do Sul da Califórnia. 

Quinta, a escritora canadense Alice Munro ganhou o Nobel de Literatura pelo conjunto da obra; ela é conhecida pelos contos em anos recentes, como Fugitiva (2006). 

Amanhã, será a vez do outrora mais esperado Nobel de todos, o da Paz, que já causou polêmicas demais com a premiação de gente como Henry Kissinger (secretário de Estado norte-americano durante a Guerra do Vietnã), Yasser Arafat (líder palestino considerado para muitos como terrorista), Yitzhak Rabin (presidente de Israel premiado juntamente com Arafat, em 1994) e o atual presidente Barack Obama, e entidades, para muitos, fadadas ao fracasso como a União Européia e a ONU (presidida na época da premiação, 2001, por Kofi Annan).

Por último, há o prêmio especial de Economia, criado bem depois dos demais, em 1969, e pago à custa do governo sueco. Pelo menos dinheiro obtido do imposto pago pelos suecos é decentemente empregado, apesar da contravérsia acerca deste prêmio não idealizado por Nobel. A economia, ao lado da paz, é sempre um ítem crítico para a humanidade, já calejada em crises econômicas e guerras.

Todos ganharam, além da medalha correspondente à sua área de atuação, 8 milhões de coroas suecas, ou pouco mais de 900 mil euros. O prêmio já foi maior: 10 milhões, mas a situação econômica forçou a redução do valor. Quando a premiação iniciou, em 1901, pagava-se 140 mil coroas suecas pelo prêmio, sujeitas anualmente a correções principalmente devido à inflação. Ou seja, uma coroa sueca, em 1901, valia muito mais do que atualmente.

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