segunda-feira, 13 de julho de 2020

Notícias boas vindas do governo? Existe uma

O governo Bolsonaro é conhecido por ser fonte de dores de cabeça para quem espera alguma concessão aos auto-intitulados "defensores de causas", tanto os frequentemente acusados, pelos apoiadores do presidente, de serem "esquerdistas" e "comunistas", quanto os mais moderados, que ficam mais longe das paixões políticas e mais perto da ciência e da urbanidade, sendo, por sua vez, taxados de "tucanos" e "progressistas". 

Há uma verdadeira torrente de notícias envolvendo a prisão domiciliar do Fabrício Queiroz, os desmatamentos ilegais, a indiferença para com os indígenas expostos à violência e à COVID-19, a aparente despreocupação de Bolsonaro com a pandemia até mesmo pessoalmente (pois ele ainda é uma das vítimas do parasita), a verdadeira propaganda oficial a favor da hidroxicloroquina e as relações desarmônicas do governo com o Congresso e o STF. 

Por outro lado, existe uma boa notícia: a gasolina vai melhorar de qualidade. Foram determinados níveis mínimos de densidade, massa específica e octanagem (RON - Research Octane Number - número de octanas pesquisa, índice adotado na Europa). Para este último parâmetro, que avalia a resistência da mistura ar-combustível à compressão antes de haver a detonação (ou "batida de pino"), a gasolina só pode ter um valor superior a 92 RON, a partir de 3 de agosto. Em janeiro de 2022, o valor mínimo passará para 93. Para isso, a Petrobras vai melhorar a capacidade do refino e deixar de importar gasolinas mais leves e de procedência inferior. 

No Brasil, ainda temos combustível de baixa qualidade, com perigo de haver o fenômeno da detonação nos cilindros do motor, condição perigosa para a durabilidade do mesmo (do site Flatout). 
A gasolina premium só poderá ser considerada digna deste título se tiver uma octanagem superior a 97 RON. 

Isto representará maior rendimento dos motores, menor consumo de combustível, menos resíduos e poluição. Na teoria, porque na prática tudo depende de uma adequada fiscalização para coibir a venda de combustível adulterado, um dos problemas mais frequentes para os donos de veículos, mas pelo menos a adulteração, usando materiais nocivos como o aguarrás e a benzina, será mais difícil e custosa. 

Muitos podem temer por um aumento de preço, mas o valor do combustível nas refinarias só representa 28% do custo total - o resto são, principalmente, impostos (PIS, COFINS, CIDE, ICMS), havendo também certa margem de lucro adotada por cada posto. 


N. do A.: O método RON é o mais adotado porque avalia o menor risco de detonação em baixa rotação (até 3.000 rpm), reproduzindo o funcionamento mais comum. Existe ainda o método MON (Motor Octane Number), para motores que trabalham em alta rotação (até 6.000 rpm), como os de carros esportivos. 

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