terça-feira, 17 de junho de 2014

Da série 'Copa no Brasil - parte 09', ou o dia da bola quadrada

Se o grupo D, o da Itália, Inglaterra e Uruguai, mas liderado pela Costa Rica, é considerado o "grupo da morte", o grupo H, que reúne somente equipes pouco brilhantes no futebol - Bélgica, Argélia, Rússia e Coréia do Sul - é agora chamado como "o grupo de matar", pois poucos aguentaram assistir aos dois jogos de hoje. Ainda há o famigerado jogo entre eles, o de uma certa Seleção que mereceu levar as vaias em Fortaleza. Mas vamos falar disso depois. 

No jogo das 13 horas, no Mineirão, a bola foi castigada pela primeira vez, com duas equipes limitadas. A Bélgica é candidata a virar uma zebra no torneio, enfrentando uma Argélia pouco mais forte do que antes para enfrentar os adversários, mas ainda longe de fazer um bom futebol. Os argelinos conseguiram abrir o placar em mais um pênalti, valendo-se da escalação inicial feita pelo técnico belga Marc Wilmots, que não conseguia segurar os oponentes. Feghouli converteu o penal. Depois, no segundo tempo, a Bélgica fez substituições e melhorou bastante, fazendo os dois gols, de Fellaini aos 8 minutos e Mertens aos 14, que lhe valeram a vitória. Mesmo assim, ninguém aposta que os "Diabos Vermelhos", ausentes de uma Copa desde 2002, irão chegar muito longe.

No mesmo grupo H, outro jogo ruim, desta vez entre os russos e os sul-coreanos. A Arena Pantanal viu um jogo sem qualidade técnica, mas muito corrido. Houve um certo equilíbrio entre os dois times, mas nada de finalizações. Somente no segundo tempo houve maior poder ofensivo da Rússia, mas quem acabou marcando primeiro foram os coreanos, com Lee Keun Ho, ajudado pela incrível defesa de Igor Akinfeev, um discípulo mal aplicado de Lev Yashin, o lendário goleiro soviético, deixando passar a bola para as redes. Os russos tiveram de crescer novamente no jogo, e Kerzakhov, 6 minutos após o "frango" de seu colega, empatou. E ficou nisso.

Melhor tecnicamente do que esses jogos, porém, uma decepção para a torcida, foi o jogo das 16 horas, em Fortaleza. Os cearenses queriam ver gols, pois era a nossa seleção, enfrentando os mexicanos. Nas Copas, eles são conhecidos pela "freguesia", nunca derrotando os canarinhos, embora em outros torneios, como as Olimpíadas, a história seja outra (basta lembrar a final traumatizante em Londres, 2012). Este blog afirma que foi o jogo melhor tecnicamente, mas isso quer dizer muito pouco: a Seleção jogou mal e mereceu empatar. 

Neymar não deixou o costume de cair para simular faltas, Fred estava novamente sem inspiração, o ataque estava mal calibrado, não havia muita velocidade nos contra-ataques e a defesa ainda preocupava nos lances de ataque dos muchachos. Por sorte, eles também não conseguiam finalizar. Por outro lado, as tentativas de fazer gol eram frustradas pela grande atuação do goleiro Ochoa, o melhor jogador de todos na partida. 

Tudo isso resultou em mais vaias e decepção da torcida no Castelão. Foi o segundo 0 a 0 no jogo. Os mexicanos comemoraram o empate com sabor de vitória. Já os comandados de Felipão vão ter de vencer Camarões para garantirem a vaga para as oitavas-de-final. Pelo menos Marcelo não fez gol contra nem Fred caiu para simular pênaltis.

Essas três partidas lembram um outro mexicano, o personagem Quico do seriado "Chaves". Parecia que usaram a bola dele hoje. 

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