segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Da série Olimpíadas no Rio, parte 5 - Rafaela Silva e as meninas do futebol

No sábado, mesmo dia da primeira medalha olímpica para o Brasil, o futebol feminino voltou a empolgar a torcida e massacrou o time sueco por 5 a 1, com direito a dois gols de Marta. Cristiane sentiu dores na coxa e foi substituída. Foi constatada uma lesão, e ela pode ficar pelo menos duas partidas sem jogar. Enquanto isso, os brasileiros dão todo o apoio para a Seleção que dá certo. 

Há duas seleções da CBF, e uma delas ainda empolga o torcedor, mas infelizmente só chama a atenção nas Olimpíadas e no Pan (Daniel Kfouri)

Sim, porque a outra está dando errado. Empatar com o Iraque por 0 a 0, sem gol algum, pode ser comparado ao 7 a 1 naquele 8/7. Neymar e Renato Augusto, principalmente, levaram vaias, por apresentar um futebol muito abaixo do esperado - assim como os Gabriéis. A seleção masculina voltou a apresentar um futebol feio como o "Estado Islâmico", que devasta o país do time adversário. 

Saindo do futebol, temos a segunda medalha, e logo a mais cobiçada. Rafaela Silva superou a dor de ser desclassificada numa luta contra a húngara Hedvig Karakas, e ainda aguentou o racismo de alguns torcedores nos Jogos de Londres. Ela teve de superar tudo isso, preparar-se melhor, chegou a terceiro-sargento da Marinha, ganhou o Mundial de 2013 e foi medalha de bronze no Pan de Toronto, dois anos depois, até enfrentar uma série de lutas, entre as quais com a mesma adversária de 2012, derrotando-a desta vez de forma convincente, até se digladiar na final com a número 1 do mundo na sua categoria, até 57 kg, Dorjsürenglin Sumiya, da Mongólia. Após um minuto de combate equilibrado, Rafaela aplicou um wasari, e venceu. A jovem negra vinda da Cidade de Deus superou a pobreza e a humilhação em Londres, e mais uma vez um militar ganhou: Felipe Wu, do tiro, é sargento do Exército. 
Rafaela Silva lutou dentro e fora dos tatames até conseguir a medalha de ouro nos Jogos (David Ramos/Reuters)

Rafaela Silva e o futebol feminino estão levantando a moral do brasileiro, ao lado do handebol feminino, que hoje venceu o forte time romeno por 26 a 13. Outros atletas estão se empenhando para manter os ânimos em alta.


N. do A.: Tivemos também uma boa apresentação da ginástica artística nos últimos dois dias. Flávia Saraiva e Rebeca Andrade fizeram bonito, embora Daniele Hypolito e Jade Barbosa decepcionassem. Elas se apresentarão para tentar ganhar medalha amanhã. Hoje, a equipe masculina ficou em sexto lugar, longe do pódio, mas bem melhor do que nas outras vezes.

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